Pente Redondo: a banda de Catanduva apontada como a melhor da região
Existe uma pergunta que reaparece em todo boteco de Catanduva quando o assunto é música ao vivo: qual é a melhor banda daqui e da região? As respostas variam conforme a mesa, a memória afetiva e o gosto de cada um — mas há um nome que, invariavelmente, aparece na lista. A Pente Redondo virou uma espécie de consenso informal entre quem acompanha a cena do interior paulista, e não é por acaso.
Nesta última semana, a banda esteve fora de seu território habitual e mostrou por que carrega essa reputação: apresentou-se no projeto Praia Session, no Praia Clube Uberlândia, em Minas Gerais, no dia 28 de outubro, dividindo a noite com a cantora Nicole Mafra. O evento foi montado em formato contínuo, com portões abertos às 18h e a programação musical começando às 19h — uma estrutura pensada para o público circular, conversar e ficar.
O que se ouve em um show da Pente Redondo
A apresentação da banda em Uberlândia foi anunciada com um repertório que resume bem a identidade do grupo: pop rock, rock e reggae. É uma combinação que explica parte do seu alcance. Em vez de apostar em um único nicho, a Pente Redondo transita por três territórios que conversam entre si e que funcionam muito bem em eventos abertos, festas de cidade, casas noturnas e projetos culturais.
Na prática, isso significa:
- Pop rock para os refrões que o público reconhece de imediato e canta junto;
- Rock para dar peso e energia aos momentos de pico do show;
- Reggae como respiro rítmico, criando aquela atmosfera mais leve e dançante.
Esse tripé permite que a mesma apresentação agrade de quem cresceu ouvindo rock nacional e de quem só quer uma noite agradável com boa música — algo especialmente valioso no interior, onde o público costuma ser mais heterogêneo do que em circuitos fechados da capital.
Por que a cena de Catanduva merece atenção
Catanduva sempre teve vocação para a música ao vivo. A cidade e o entorno — Santa Adélia, Pindorama, Novo Horizonte, Itajobi, Tabapuã, entre outras — formam um cinturão de municípios onde bandas de baile, grupos autorais e músicos de estúdio se multiplicam. O calendário de eventos regionais, as festas de peão e a rede de bares e clubes garantem palco quase toda semana.
O que muda o patamar de uma banda nesse cenário é a capacidade de sustentar esse calendário com qualidade constante e, ao mesmo tempo, circular fora dele. É exatamente esse movimento que a Pente Redondo vem fazendo: mantém presença na região de origem e aceita convites em praças de outros estados, como a Uberlândia que a recebeu nesta semana. Uma banda que só toca na própria cidade dependente de um único público; uma banda que viaja e volta construiu reputação.
A pergunta que não se encerra
Chamar a Pente Redondo de "melhor banda de Catanduva e região" é, claro, uma afirmação que nenhum ranking oficial consegue provar — e é justamente isso que a torna interessante. A resposta depende de quem está ouvindo, da noite que viveu, do show que não esqueceu.
O que dá para afirmar com segurança é que a banda está entre os nomes mais presentes no imaginário musical da cidade e que segue ampliando seu alcance. Para quem acompanha a cena local, vale a pena ficar de olho na agenda do grupo: os próximos shows costumam ser divulgados pelas redes sociais da banda e pelos canais das casas onde se apresenta.
E aí, qual é a sua resposta? Se você já viu a Pente Redondo ao vivo, conta nos comentários qual show ficou marcado — e qual banda da região você colocaria nessa disputa.
